Conglomerados do Porto do Concelho (calhaus da Serra de Sintra)

Localização: Apostiça – junto à EN 378 (Freguesia do Castelo)

Classificação: Inexistente

Estatuto de Proteção: Inexistente

Interesse: Interesse científico: médio | Interesse didáctico: médio Interesse cultural: médio

Vulnerabilidade: Fenómenos naturais: média | Ação humana: baixa

Na zona da Apostiça, numa antiga exploração de areias junto à EN 378, aflora um retalho da unidade geológica designada de Conglomerado de Belverde, à qual se atribui uma idade plistocénica (± 1,5 M.a.). Um conglomerado é uma rocha sedimentar formada por clastos e fragmentos arredondados de rochas preexistentes com dimensão superior a 2 milímetros. Neste local, a unidade é constituída por conglomerados esbranquiçados, pouco consolidados, com matriz arenosa; os clastos são dominados por quartzitos e alguns calhaus de rochas ígneas alteradas e xistos do Ramalhão, provenientes da região da Serra de Sintra, e ainda por calhaus de basalto e de sílex com origem na zona de Lisboa. A ocorrência destes calhaus nesta região da Península de Setúbal tem sido utilizada como argumento para sustentar a teoria de que a foz do Rio Tejo, atualmente entre Almada e Lisboa, é posterior à idade deste conglomerado, ou seja, anteriormente, o rio teria uma desembocadura localizada bem mais a sul do que a posição actual, provavelmente nas proximidades da Lagoa de Albufeira.

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