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Posts com ‘Museu Municipal de Sesimbra’

Sempre que a equipa do Serviço Educativo entra pelo portão dos Jardins de Infância, todos os meninos e meninas ficam contentes por nos voltar a ver e recebem-nos com alegria nas salas das suas escolas. A iniciativa “Construção de uma aiola” começa com a partilha de imagens da construção de uma aiola levada a cabo pelo Sr. Acácio Vidal Farinha e o seu filho Rui Farinha, construtores navais em Sesimbra, e é sempre recebida com bastante entusiasmo. Conhecem-se alguns instrumentos de trabalho utilizados por um construtor naval e, posteriormente, identifica-se as principais diferenças entre uma aiola, uma barca ou uma chata. Depois, em espécie de brincadeira, cada menino e menina constrói o seu barco de papel e decora-o com o olho fenício e escolhe um nome a dar ao seu pequeno barco. São muitos os nomes escolhidos, mas todos eles são de alguém muito especial: a mãe, o pai, o mano, a mana, a avó, o avô, a melhor amiga, o melhor amigo.

Aqui ficam algumas imagens da nossa visita ao Jardim de Infância da Azóia, no passado dia 6 de Abril:

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Visitas ao Moinho de Maré de Corroios

O Ecomuseu Municipal do Seixal, em colaboração com o Museu Municipal de Sesimbra, tem recebido vários Jardins de Infância do nosso concelho no Moinho de Maré de Corroios, com o objectivo de as crianças consolidarem os seus conhecimentos sobre a moagem de cereais. À espera de todos os meninos e meninas está o Perna-Longa: um pássaro que habita no sapal junto ao Moinho de Maré e que conta a história daquele moinho aos mais pequenos com a ajuda da Mariana, a neta do moleiro.


O Perna-Longa volta a aparecer mais tarde, mas desta vez nos desenhos que as crianças realizam nas salas dos Jardins de Infância, e a sobrevoar o Moinho de Maré de Corroios, representado com os seus 8 arcos (correspondentes aos 8 casais de mós que estão na sala de moagem).

Desenhos do Jardim de Infância da Aiana:

Para mais informações sobre as iniciativas do Ecomuseu Municipal do Seixal, consulte o site.

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No Castelo, junto ao Núcleo de Arqueologia, fazem-se os preparativos para uma “verdadeira” escavação arqueológica. Uma “arqueóloga” vestida a preceito recebe os meninos e meninas para mais uma aventura!

No passado dia 31 de Março foi a vez dos Jardins de Infância da Aiana, da Azóia e do Meco arregaçarem as mangas. Com pás, pincéis e Cadernos de Campo, todos os meninos e meninas comportaram-se como autênticos arqueólogos, bastante empenhados em descobrir objectos de civilizações antigas.

De volta às salas dos Jardins de Infância, os grupos de crianças registaram os momentos vividos naquela manhã, no Castelo de Sesimbra.

Aqui ficam alguns dos desenhos elaborados por meninos do JI da Aiana e do JI da Azóia:

JI Aiana

JI Azóia

JI Azóia

JI Azóia

Aos Educadores e Professores: A equipa do Museu Municipal de Sesimbra, particularmente a do Serviço Educativo, tem um especial interesse por conhecer os trabalhos realizados pelos alunos após a realização das nossas iniciativas. As fotos dos trabalhos podem ser enviadas para museu@cm-sesimbra.pt. Obrigada!

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“Uau!” é a expressão que mais se ouve pelas salas de algumas escolas do concelho de Sesimbra, que requerem a visita do Serviço Educativo.

O Museu Municipal de Sesimbra, através do seu Serviço Educativo, entra pelas salas das escolas munido de imagens de estaleiros e construtores navais, de plainas, um graminho, uma suta, um maço, uma barca, uma chata, um batel e uma aiola, para lembrar aos mais pequenos a importância dos construtores navais ao longo de tantas e tantas gerações de mareantes e pescadores.

Depois é a vez de as crianças se transformarem em verdadeiros “construtores navais de barcos de papel” e de decorarem o seu barco com o tradicional olho fenício, um olho que se acreditava ser protector.

Com o objectivo de divulgar o património imaterial do concelho de Sesimbra, o Serviço Educativo do Museu Municipal propôs para o ano lectivo 2010/2011 uma série de iniciativas que abordam diferentes áreas patrimoniais, ligadas às vivências da comunidade local. A iniciativa “Construção de uma aiola” pretende alertar para uma profissão tradicional que está a desaparecer, a de construtor naval de barcos em madeira, e está inserida no projecto educativo Histórias de antigamente.

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Certo dia, o pescador Zé Pescada recebeu na sua casa – o Museu do Mar – um grupo de meninos e meninas de um infantário. Logo à entrada, um menino muito surpreendido com o que os seus olhos viam, perguntou: “Museu do Mar?!! Mas onde está o Mar??”. O pescador, admirado com tal pergunta, respondeu: “Sabes, este museu chama-se Museu do Mar porque nele podemos encontrar vários artefactos que os pescadores utilizam no mar para pescar. Mas diz-me uma coisa: como é que nós poderíamos visitar o Museu do Mar, se ele estivesse cheio de água?”. O sábio-menino respondeu de imediato: “De barco!”.

O Núcleo do Mar, agora Reserva do Museu Municipal de Sesimbra, pode ser visitado pelos meninos e meninas das escolas e, através da visita dinamizada pelo Serviço Educativo, ficar a conhecer as diferentes Artes de Pesca.

Mais informações em: http://spe.sesimbra.pt/

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Escreve Jaime Alberto do Couto Ferreira em Farinhas, Moinhos e Moagens1

Nos campos, a força do vapor, mesmo se aperfeiçoada e conhecida, dificilmente teria um aproveitamento lucrativo. Não poderia, assim, substituir in loco os milhares de moinhos de vento e de água que se espalhavam pelos ribeiros e cumeadas, onde, havia muito, prestavam serviços a populações predominantemente rurais, escassas e relativamente dispersas.
Ora o terreno privilegiado do motor a vapor foi logo à nascença a cidade. Havia séculos que os motores a água e a vento não conseguiam dispensar a necessidade, sentida nos grandes centros populacionais, do motor a músculos das suas centenas de atafonas. Este era o recurso privilegiado pelas cidades para se libertarem, tanto quanto possível, dos factores naturais e humanos que condicionavam o funcionamento dos moinhos extramuros. Por isso é correcta a afirmação de que foram as atafonas – com a sua morosidade, o elevado dispêncio de energia, os fortes custos e a fraca capacidade de produção – que os motores a vapor, duma forma mais rápida e directa, substituíram.

Na imagem abaixo uma perspectiva (Google Earth) da actual Rua Rainha Dona Leonor, antiga Rua das Atafonas que, descendo da Farmácia Lopes, desemboca no Jardim Municipal.

1Ferreira, J.A. (1995). Farinhas, Moinhos e Moagens. Lisboa, Âncora Editora, pp. 96-97.

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Desejamos a todos um feliz ano novo de 2011.

Aproveitamos ainda para agradecer a todos os participantes e colaboradores nas actividades do Museu Municipal de Sesimbra durante o ano de 2010.

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O levantamento do património rural correntemente em curso levou-nos, na passada semana, ao registo do moinho de água que dá o nome à Praia do Moinho de Baixo.

Trata-se de uma estrutura localizada na margem direita da Ribeira da Amieira, que desagua naquele local,
consistindo num moinho de água de rodízio que comportou dois casais de mós. Este facto permite pensar que a unidade produtiva teria já alguma importância na actividade.

Os vestígios encontrados a descoberto consistem no açude, nos topos de paredes das várias áreas da casa e, num nível inferior, nas saídas da água após ter cumprido a sua função.

A existência de um moinho “de baixo” obriga, naturalmente, à existência de um moinho “de cima”, local que visitámos a poucas centenas de metros.

Com efeito, a Sueste desta estrutura, na margem direita da Ribeira dos Torrões, visitámos e registámos o local onde outrora existiu outro moinho de água de rodízio com um casal de mós.

Uma palavra de agradecimento é devida ao Sr. Joaquim Pereira, que nos ajudou na identificação no terreno de vários destes moinhos.

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Na sequência dos trabalhos de levantamento do património rural do concelho, a manhã de hoje levou-nos a um Forno de Cal na Maçã.

Devido ao seu avançado estado de degradação e pela vegetação que a cobre, esta estrutura não foi ainda submetida a registo fotográfico exaustivo, assim como também não foram tomadas as medições necessárias para permitir a sua completa inventariação. Porém, foi feito um registo preliminar e foram recolhidas algumas informações, gentilmente cedidas por quem lá trabalhou.


A primeira visita feita a este forno permitiu a identificação de uma antiga olaria nas suas proximidades, a cerca de 500 metros. Já visita de hoje deu-nos a conhecer a existência de uma pequena unidade de produção de telhas tradicionais portuguesas e de tijolos (furado e burro) no próprio terreno do Forno de Cal da Maçã.

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