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Conservas

As antigas fábricas de conserva de Sesimbra estavam conotadas com a excelente qualidade dos seus produtos, que visavam fundamentalmente os mercados da Alemanha e da Bélgica.

O pescado mais utilizado nesta indústria, e por isso a chave da sua produção, era a sardinha. Porém, conservavam-se ainda o atum e outros peixes similares, como albacoras, cavalas, carapaus pequenos e mesmo chaputas.

A atividade laboral destas fábricas pautava, em grande medida, o ritmo da vida na vila.

A sua localização é a evidência disso mesmo. Ao longo do tempo conheceram-se oito destas unidades de produção conserveira: a Fábrica da Belavista, situada junto ao antigo matadouro municipal, onde hoje existe o edifício Atlântico, a Fábrica Francesa, propriedade da firma francesa Salpiquet, localizada nos terrenos fronteiriços à chamada Praça Velha, que ainda hoje acolhe algumas lojas de companha; a Fábrica Pinto, em Vila Pinto, a Fábrica do Chora, na Rua Dr. Manuel de Arriaga, a Fábrica dos Gatos, perto da calçada do cemitério, a Fábrica Lusitana, onde hoje é o mercado municipal, a Fábrica Primorosa ou Fábrica da Caveira, a mais bem equipada do concelho, situada junto ao cemitério, e a Fábrica Nacional de Conservas, também propriedade da firma Salpiquet, situada no local do antigo Hotel Espadarte.

Esta grande quantidade de unidades industriais é reveladora de uma atividade intensa, capaz de potenciar o emprego na vila e de levar o seu nome para lá das fronteiras nacionais.

O colapso da indústria conserveira em Sesimbra deu-se entre 1970 e 1972 e levou ao fim de mais um capítulo da história da vila.

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