Promover a inclusão social de crianças e jovens de bairros sociais, combater o abandono e o insucesso escolar e contribuir para a construção de planos de vida são alguns dos fundamentos do programa, que pretende reunir 80 elementos ao longo de três anos da candidatura, número necessário para que a formação seja considerada uma orquestra sinfónica.
Assim, no ano letivo 2010/2011, a Orquestra, que conta com a coordenação artística e pedagógica da Escola de Música do Conservatório Nacional, receberá os instrumentos de sopro e vai acolher mais 16 membros. Por fim, o terceiro ano marca a entrada dos instrumentos de percussão e a entrada de novos elementos para completar o grupo.
O modelo inspirou-se no Sistema Nacional das Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, um programa criado há cerca de 30 anos com o objetivo de melhorar a vida de jovens em dificuldades através da oportunidade de integração em projeto artísticos de qualidade. O resultado é inclusão de mais de 250 mil crianças em orquestras juvenis e infantis um pouco por todo o país.
Em Portugal, o projeto resulta de uma candidatura efetuada por seis municípios da Área Metropolitana de Lisboa – Sesimbra, Amadora, Loures, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira – que apresentaram, em conjunto com a Área Metropolitana de Lisboa. uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, aprovada em março de 2009. Dos 880 mil euros previstos para os seis municípios, 40 por cento proveem assim de verbas comunitárias.
No concelho de Sesimbra, o investimento é de 159 500 euros, dos quais 96 mil (cerca de 60 por cento) serão suportados pela autarquia.
VALORES
Elegível 159.500 euros
Não elegível --
Comparticipação FEDER 40% - 63.800 euros
Total - 159.500 euros
