O Fotógrafo Moçambicano Sérgio Santimano apresenta no Auditório Conde de Ferreira, sem Sesimbra, entre 14 e 22 de Junho, a exposição Terra Incógnita. As cerca de 30 imagens a preto e branco e a cores retratam o Niassa, uma das dez províncias de Moçambique e uma das zonas de África onde menos se faz sentir a presença do homem.
Niassa Praticamente virgem, é uma das dez províncias de Moçambique e das partes de África onde a influência do homem pouco se fez sentir. As pequenas zonas urbanizadas pouco contribuíram para mudar a face do que a natureza aí vai fazendo. São 124 mil quilómetros quadrados de superfície com fronteiras com a Tanzânia (a norte), o Malawi (a oeste via Lago Niassa) e (a sul e este) as províncias de Nampula, Zambézia e Cabo Delgado.
No Niassa há pedras semipreciosas, ouro explorado artesanalmente, madeiras preciosas, árvores de fruta de climas temperados, trigo recentemente introduzido, além do milho, feijão, amendoim e a ameixoeira tradicionalmente cultivados para sustento da maioria da população camponesa. Mas a sua maior riqueza são os animais. Mecula (hoje conhecida por Reserva do Niassa) são 42 mil quilómetros quadrados habitados por elefantes, búfalos, cudos, pala-palas e imensas espécies de pequeno porte. Pequenos parques não menos majestosos, como Sanga, são habitados por elefantes, leões, leopardos, búfalos e antílopes.
A localização desta imensa província, com vias de acesso intransitáveis na época de chuvas e a população confinada a vales habitáveis, não tornam fácil a tarefa humana. A guerra destruiu as poucas infra-estruturas económicas e sociais e obrigou populações a refugiarem-se nas vilas e cidades vizinhas, fazendo-a regressar à imensa selva. Com a paz restabelecida Santimano sente a obsessão de conhecer o imenso país, para o poder narrar e fazer com que outros o amem. Niassa, Terra Incógnita, é isso mesmo.
|
|
|
|