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Fortaleza de Santiago

 

A Fortaleza de Santiago convive com a comunidade sesimbrense há 365 anos. Foi construída numa época em que o perigo chegava do mar e as fronteiras marítimas tinham de ser defendidas, contudo, o curso da história fez com que fosse perdendo preponderância defensiva.

Os habitantes da vila habituaram-se à presença desta construção, bela e imponente, no centro da praia, e aceitaram-na como parte integrante da sua terra. Talvez por isso, quando o edifício entrou em processo de degradação, o desejo de o preservar e de o tornar público tenha passado a ser uma prioridade, tanto da Câmara Municipal como dos sesimbrenses.

Há vários registos documentais de propostas para utilização do monumento, mas só em 2006 foi possível chegar a um acordo com a Guarda Nacional Republicana para abertura do espaço exterior ao público. A 4 de maio desse ano, Dia do Município, as portas abriram-se e os sesimbrense puderam entrar na Fortaleza de Santiago, pela primeira vez, sem constrangimentos, num momento que marcou a história recente do concelho.

Desde então, embora apresentasse sinais evidentes de degradação, a Fortaleza recebeu varias atividades e tornou-se num dos polos de atração da vila, ainda que qualquer intervenção ou mesmo utilização estivesse sempre dependente da GNR.

A Câmara Municipal prosseguiu e intensificou entretanto os contactos com as entidades responsáveis pelo espaço para tentar obter a sua posse e dar início à recuperação, cada vez mais urgente.

Em 2008, a GNR subscreve a proposta de cedência apresentada pela autarquia e no mesmo ano avança um primeiro programa de ocupação, incluído na candidatura da Valorização da Frente Marítima de Sesimbra, apresentada pela Câmara Municipal e aprovada pelo QREN.

A formalização da cedência dá-se em 2010. Com este acordo, autarquia toma posse plena da ala nascente, que correspondia sensivelmente a metade dos edifícios, durante um período de 87 anos. Apesar de limitada, a solução revelou-se uma importante conquista para o município e serviu para abrir caminho aos trabalhos de recuperação.

Já com as obras em curso, é, finalmente, alcançado um acordo que dá posse definitiva da totalidade do monumento à Câmara Municipal, decisão histórica que alterou os pressupostos da intervenção, pois permitiu olhar para o conjunto arquitetónico no seu todo, e criar novas valências.

Todo este longo processo, que se iniciou em 2006 e terminou em 2014, só foi possível com o empenho total da autarquia, tanto ao nível das negociações que tornaram possível passagem da Fortaleza de Santiago para domínio público, como nos trabalhos de restauro, que conseguiram encontrar e recuperar a verdadeira essência do monumento, símbolo da nossa terra.

Hoje, o concelho de Sesimbra está mais rico, não só porque tem um espaço público de excelência, no coração da vila, mas sobretudo porque soube, mais uma vez, manter viva a sua história e o seu património coletivo.

 

 

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